O ex-diretor da Petróleos Mexicanos (Pemex) Emilio Lozoya voa na quinta-feira para o seu país extraditado por Espanha para ser julgado por vários crimes de corrupção.

Fontes policiais informaram a EFE que cerca de 1800 horas descolou do aeroporto de Barajas, em Madrid, um avião oficial mexicano encarregado de trazer o Tribunal Nacional de volta ao Lozoya, depois de a Audiencia Nacional ter acordado a extradição para lozoya em 6 de julho.

Lozoya, que aceitou ser extraditado para o seu país, é acusado de uma alegada fraude de 280 milhões de dólares na compra de uma fábrica de fertilizantes e por ter recebido cerca de 10,5 milhões de dólares em subornos da construtora brasileira Odebrecht.

As autoridades mexicanas atribuem-lhe um crime de suborno e associação ilícita, bem como “operações com recursos de origem ilícita”, que corresponderiam ao crime de branqueamento do Código Penal espanhol, tendo sido autorizada a sua extradição.

Emilio Lozoya, diretor da Pemex entre 2012 e 2016 com o governo de Enrique Peña Nieto, foi detido em fevereiro em Málaga depois de ter sido colocado em busca e captura internacional em maio de 2019 pelo seu alegado envolvimento no plano de suborno da Odebrecht, ao qual foram acrescentadas novas alegações.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (FGR), no México, o arguido viajará com o seu adido em Espanha e na Europa, Luis Alejandro Cervantes Vázquez.

“Uma vez concluída a papelada e a pessoa (Lozoya) sair de Espanha, o Ministério Público Federal (MPF) informará os juízes de controlo do México da hora aproximada da sua chegada à Cidade do México”, refere a FGR em comunicado.

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